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História

Movimentos Percursores

A Macrobiótica assenta em princípios milenares que foram praticados na maioria das civilizações tanto orientais com ocidentais. O termo foi inicialmente utilizado pelo médico alemão Christoph Hufeland nos anos 1750s, que alegava que a doença era frequentemente uma forma de encontrar um estilo de vida mais saudável. O seu livro, ‘Macrobiótica: a arte de prolongar a vida’, foi publicado em 1796. A sua base contemporânea assenta no Shoku-Yo que, significa literalmente “Alimentação Saudável, e foi desenvolvida nos finais do século XIX por um médico do exército japonês, Sagen Ishizuka. Sagen curou-se de uma doença de rins intratável não pela medicina moderna, mas sim adotando um regime alimentar baseado em cereais integrais e vegetais de acordo com as tradições alimentares do extremo oriente. Os principais livros de Ishizuka são "A teoria química da longevidade’, de 1896, e o livro ‘Dieta para a saúde’, de 1898.
 

George Ohsawa

Mais tarde, um outro seu conterrâneo, George Ohsawa (1893-1966) curou-se de tuberculose, na altura uma doença mortal ao aderir ao Shoku-Yo. A mãe de Ohsawa tinha também já morrido de tuberculose quando este era ainda criança e mais tarde este confessou aos amigos que um dos seus grandes sonhos era inventar um método de cura para todas as doenças por forma a que mais nenhuma criança perdesse a sua mãe. Ao longo da sua vida, escreveu mais de trezentos livros e panfletos. A partir dos seus escritos percebe-se que Ohsawa via a vida como algo precioso e encoraja todos a tomarem responsabilidade pela sua vida e pelo seu corpo.

Macrobiótica Moderna

Ohsawa não se limitou a seguir a seguir os ensinamentos de Ishizuka. Tendo grande sede por conhecimento e desenvolvimento pessoal, estudou a fundo tanto a ciência ocidental como a filosofia do extremo oriente. Sintetizou a essência do pensamento oriental através dos sete princípios do universo e os doze teoremas de Yin e Yang. Já na fase final da sua vida, nos fim da década de 50, designou o seu sistema como Macrobiótica Zen e depois simplesmente Macrobiótica. Assim se passou de uma dieta que cura para um forma de crescimento pessoal e desenvolvimento da consciência.


Divulgação

Após a segunda guerra mundial, Ohsawa iniciou aquilo que ele apelidou na altura como uma “viagem eterna” pelo mundo com o intuito de divulgar a Macrobiótica. Viajou pela India e por África mas concentrou-se essencialmente na Europa, em países como França e nos EUA. Encorajou também os seus principais discípulos a fazerem o mesmo e a continuarem o seu trabalho. Por exemplo, Michio e Aveline Kushi radicaram-se em Boston, Shizuko Yamamoto em Nova Iorque, Herman e Cornélia Aihara na Califórnia. e Tomio Kikuchi no Brasil. Outros foram para outros países tais como França final do milénio, a Macrobiótica estava implantada em todo o mundo.


Alimentação Padrão

Na década de 80, Michio Kushi (1926-2014) que após a morte de George Ohsawa se tornou o líder de maior renome, desenvolveu a partir dos EUA, um modelo alimentar de mais simples compreensão e mais adaptado à vida moderna (Alimentação Macrobiótica Padrão,) o modelo alimentar mais utilizado pela maioria dos praticantes macrobióticos modernos. Hoje em dia o conceito de Macrobiótica continua muito ligado a um estilo de alimentação saudável, essencialmente “plant-based” que é considerada a base do desenvolvimento espiritual subsequente.


Disciplinas e conquistas

Uma das conquistas da Macrobiótica foi a de tornar popular uma série de artes japonesas e chinesas no Ocidente. Associado à macrobiótica, surgiram disciplinas como o Shiatsu, Do In, Astrologia do Ki das 9 estrelas, Meditação, Cânticos, I Ching e a Leitura do Rosto, entre muitas outras. Mas, talvez os maiores feitos  do movimento foi, ter sido pioneiro da alimentação saudável, o grande impulsionador da agricultura biológica e a força por detrás do desenvolvimento da indústria dos produtos naturais. Estes desenvolvimentos de fundamental importância são hoje em dia comuns no mundo inteiro.

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